sexta-feira, 30 de março de 2012

Ainda guardo datas,
 ainda me alimento de lembranças, 
ainda sou uma viciada em nostalgia.
Ainda escrevo pra me aliviar de tanta vivência acumulada, mesmo quando eu sei que não muda nada.
Sinto saudade do que nunca foi meu, quero ter o que nunca será, o que não pode.
As páginas do meu cadernos já estão lotadas, vou viver um pouco.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Espero que não mude, que permaneça, que continue.
Assim, do jeito sem jeito, sem modo, sem nada, com tudo. Com a beleza que vem de dentro.
Disse que é coisa feita pra durar, então que dure, que fique, se estabeleça.
Andei procurando em tudo que é canto, e o que achei, não foi o que sempre quis.
Cansei, desisti, não mais procurei.
Sabe o que aconteceu? Apareceu.
E foi tudo que eu sempre quis desde o começo. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Do meu amor, eu sei bem.
Não é de ontem, nem de hoje, é do tempo.
Calado, quieto, contido.
Não há mais motivos pra gritar, querer, ansiar.
Curou, calou, anestesiou.
Mas continua sendo  amor. 

sábado, 24 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Hoje minha mãe me perguntou se eu queria uma namorado, confesso que acabei rindo, bastante.
Ela costuma me vê pelos cantos da casa, jogada num sofá ou afogada em lágrimas. Esse é meu drama diário, mas real.
Também tenho surtos de felicidade, daqueles danado mesmo, que espanta.
Até citou o nome de um cara aí, percebeu meu apreço por ele.
E no final, eu acabo por dar razão a ela.
Lágrimas, palavras, frases, é só saudade.
Não traz de volta.
Não faz reviver. 
Dói, e deixa doer.
O clichê é verdadeiro quando diz que nenhuma dor dói e dura para sempre.
Passa, assim como todas as outras que já passaram.
E depois, eu esqueço.