quarta-feira, 21 de março de 2012

Quanta esperança e paciência habitava ali, dentro da alma daquela menina.
Ficava todas as tardes esperando um sinal, vestígios, telefonemas, mensagens ou qualquer outra coisa que o trouxesse para perto. Mesmo que o perto fosse quase longe.
Ansiava por uma tarde ali. Naquela casa, naquele quarto, com aquele corpo presente. Com o cheiro que é tão singular. Quando cansava de ansiar, mendigava, e isso, era visível. 
Foram sorrisos, músicas, silêncio, suspiros.
E só Deus é quem sabe o quanto que ela amava está ali.
De volta.
Está ali, jogada pelos cantos da casa esperando.
Esperando e quem sabe até, que ele se compadeça e se apresse na espera.
Vai querer.
Quer outra vez, quer seu olhar distante e sorriso vago.
Por que sabe que nestas tardes, uma felicidade sem tamanho a invadiu. 

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