Vivo lembrando do era, do que foi, do que não volta. E passado é um bicho teimoso, nunca reconhece o seu lugar e vive sempre presente.
Em toda minha vida tive medo.
Medo das perdas, da ausência, da saudade, da presença que está, mas só existe, daqueles que se vão para não mais voltar, e daqueles que se vão mas continuam aqui, mas não na minha vida.
Mas se quer saber, parece que esse medo nunca foi capaz de me tornar covarde, ou me meter medo em viver, sempre me arrisquei, gosto dessa coisa de correr riscos, de sentir adrenalina tomando conta por uns minutos, de dias absurdamente vividos, do jeito que se quer, do jeito que se tem vontade.
Vivo questionado a felicidade, procurando nas fontes mais concretas e verdadeiras, e por esses dias, cansei de toda minha falta de auto aceitação, e de tudo que faço e já me ponho em escanteio.
Cansei de ser assim.
Vivo sendo imperfeita, errando, caindo, mas não sinto necessidade de me anular e anular as minhas verdades para ser aceita.
E tem mais, essa coisa de que a vida é curta é extremamente verdade, portanto, vou viver e continuar a fazer o que eu julgo certo. Quando ao incerto, cabe ao tempo revelar.
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